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Amigos do Bem dão exemplo de solidariedade

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No último dia do ano, um exemplo inspirador de solidariedade e desapego. Centenas de voluntários de toda a parte do país dedicam tempo e dinheiro para levar esperança a pequenas comunidades do Nordeste.

Tempo de festa em Buíque, no sertão de Pernambuco. Os moradores locais mais distantes e mais isolados têm um encontro marcado com a felicidade. Eles esperam a chegada dos “Amigos do Bem”. São voluntários que deixam a família e o conforto de sua casas em São Paulo para levar comida, roupas e brinquedos para brasileiros esquecidos. Há 17 anos, eles fizeram o gesto no sertão, pela primeira vez, e nunca mais deixaram de voltar. Desta vez, cinco voluntários levaram 15 mil cestas básicas, 90 mil brinquedos e 150 mil roupas para distribuir no sertão de Pernambuco, Alagoas e Ceará.

Em cada pacote, em cada brinquedo, muita alegria e uma imensa gratidão.

“Nos motiva a voltar, quando eu vejo crianças que hoje correm em nossos braços, que sabem se comportar. É muita satisfação”, conta a dona de casa Sebastiana Monteiro.

Os voluntários festeiros fazem muito mais do que barulho. Eles construíram uma cidade de alvenaria em pleno sertão. São 69 casas, uma praça, capela, tem escola, fábrica de doces, farmácia, salão de beleza, atendimento médico e odontológico.

“Hoje vai melhorando. A gente pode atingir crianças com idade mais nova. A gente já pode fazer restauração, tratamento de canal. Então, a gente já consegue preservar um pouco mais a saúde bucal deles”, comemora o dentista Rodrigo Lan Frank.

Eduardo, de 45 dias, é o caçula dos sete filhos de Dona Dalvanira. Ela morava em uma casa com paredes e telhados de palha, antes de se abrigar no conforto e na dignidade que os “Amigos do Bem” patrocinaram.

“As crianças não tinham saúde, os pais não tinham trabalho, as mães não tinham comida para dar para os filhos. Não tinha água para beber, não tinha roupa para vestir e agora nós temos tudo”, conta a dona de casa Dalvanira Ramos da Silva.

Só agora os moradores podem falar do futuro. As crianças têm escola, aprendem informática - algo completamente novo para elas. No campo onde havia apenas mato seco e poeira, a esperança cresce na plantação de cem mil pés de cajus que estão carregados de frutos.

A solidariedade produz um efeito multiplicador. Veja em vídeo a primeira colheita de cajus na Vila Agrícola do Bem. Os trabalhadores do campo receberam uma ajuda inesperada e mais do que bem vinda de mais de 200 voluntários. Todos são moradores da região.

São necessários muitos braços para colher os cajus. Afinal, a produção deve chegar às 600 toneladas. Juntos, brasileiros de São Paulo e do sertão vão escrevendo uma nova história com trabalho, esperança e dignidade. 

Fonte: Globo.com

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